A jornada do nacionalismo palestino até Yasser Arafat

GEOM UFU
12 min readDec 8, 2021

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“Yasser Arafat e eu sabíamos o que estava prejudicando a causa palestina. Nós estávamos convencidos, por exemplo, de que nós palestinos não podíamos esperar nada dos regimes árabes, a maior parte corrupta ou amarrada ao imperialismo […]. Nós acreditávamos que os palestinos só podiam contar com si mesmos.”

(tradução nossa)

Ex-companheiro de Yasser Arafat na OLP, em carta anônima (disponível na obra de James Gelvin referenciada abaixo).

Durante o século XX, pode-se compreender corretamente assinalar que a questão geopolítica que mais chamou atenção na comunidade internacional no Oriente Médio foi a polêmica Questão Palestina. Em suma, refere-se a qual nacionalismo deve predominar na área historicamente conhecida como Palestina: se o sionista, advogado pela criação do Estado de Israel, o árabe, advogado pela criação do Estado da Palestina, ou até mesmo a coexistência entre os dois grupos dividindo a área em dois Estados. Na realidade, desde 1948, a parte judia já tem seu direito à autodeterminação garantido em sua nação judaica. Mas e o nacionalismo palestino?

Jovem palestino protesta contra ação israelense na Faixa de Gaza com a bandeira da Palestina em uma mão e um estilingue na outra, antes de ser morto por soldados israelenses.

O nascimento do nacionalismo palestino está diretamente ligado ao período da Primeira Guerra Mundial e da criação do Mandato Britânico na região. Até então, dentro da estrutura do Império Otomano, que comandou a região por quase 500 anos, esses árabes se viam enquanto súditos de Istambul, não possuindo reivindicações nacionalistas. Pode-se até falar de uma convivência pacífica entre os diferentes grupos religiosos que coabitavam a região, sagrada para três das maiores religiões do mundo: o cristianismo, o judaísmo e o islamismo.

A partir da primeira metade do século XX, as coisas mudariam drasticamente. O fim da Grande Guerra na Europa teve como consequência o desmantelamento da estrutura do Império Otomano, restando um grande vácuo de poder que Inglaterra e França estavam inclinadas a aproveitar. O Tratado de Versalhes, de 1919, estabeleceu a criação da Liga das Nações, uma nova organização internacional que tinha como papel geral conduzir as relações internacionais de forma pacífica para evitar uma nova Guerra. Dentro desse contexto, um dos pilares desse novo ator era o princípio da autodeterminação, segundo o qual grupos que constituem comunidades singulares dentro de sua região possuem direito a constituírem Estados próprios e se autogovernarem. Contudo, esse princípio não seria amplamente implementado: as populações árabes do Oriente Médio eram compreendidas enquanto povos com capacidade de autodeterminação mas que “careciam de maturidade” para criarem Estados independentes e deveriam, portanto, ser tutelados por algum país “avançado”. Dessa forma, foram criados os sistemas de Mandato, que estabeleciam o controle de uma região por parte de uma nação civilizada até que os habitantes locais estivessem prontos para a Independência.

Divisão do Oriente Médio após a Primeira Guerra Mundial.

Com a criação do Mandato Britânico da Palestina, a imigração judaica para a Palestina começou a aumentar exponencialmente. A partir da famosa Declaração Balfour, de 1917, a Organização Sionista Mundial, liderada por Theodor Herzl, maior herói nacional de Israel, passou a estimular a já existente imigração à região, com a chegada de judeus de toda a Europa. Esses novos moradores da região eram em sua maioria jovens e solteiros, fortemente influenciados pelas ideias do socialismo utópico e do trabalhismo, com um genuíno desejo de “conquistar a terra e o trabalho”, seu principal lema. O crescimento cada dia maior da Yishuv demandava o estabelecimento de novas instituições, inexistentes até então, causando uma enorme mudança na vida dos árabes locais. Obviamente, mesmo antes da criação do Mandato, em 1922, a comunidade árabe na região não aceitava tudo passivamente, mas todas as formas de resistência eram predominantemente defensivas e sem viés político: até então, os moradores palestinos se viam ou como árabes, ou como sírios ou como palestinos.

“Nós alegamos que não deve haver separação da parte sudoeste da Síria, conhecida como Palestina.[…] Nós desejamos que a unidade do território seja garantida de partição sob quaisquer circunstâncias.”

(tradução nossa)

Artigo VIII da Resolução do Congresso Geral Sírio de 1919 (disponível na obra de James Gelvin referenciada abaixo).

A primeira opção a se extinguir foi a do nacionalismo sírio: uma parte considerável dos habitantes do Oriente Médio compreendiam a Síria como a região que hoje engloba Israel, Palestina, Jordânia e Síria. Todavia, os colonizadores europeus tinham uma outra visão: os Acordos de Sykes-Picot, firmados entre Inglaterra e França durante a Primeira Guerra Mundial, dividiam a área em esferas de influência que tinham como resultado prático separar as duas regiões o que, como esperado, enfraqueceu os laços nacionais entre os moradores do Mandato Francês da Síria e os do Mandato Britânico na Palestina. A segunda opção viria a se tornar inviável ao longo da década de 20, uma vez que a maioria árabe existente em outras regiões, embora com uma língua e cultura comuns, diferenciavam-se dos palestinos por um motivo fundamental. Nenhum outro grupo precisava lidar com a expansão de outro com reivindicações nacionais dentro de seus territórios: a cada ano aumentava a pressão exercida pelos sionistas nos campos políticos, econômicos e sociais do Mandato.

A polêmica Declaração Balfour, incluída no documento oficial do Mandato da Palestina.

Impedidos pelas potências europeias de se juntarem aos sírios e pelos sionistas de se juntarem aos árabes, restou apenas um caminho: o nacionalismo palestino. A partir da segunda metade da década de 20, começaria a crescer mais a ideia de que os imigrantes judeus eram intrusos na terra Palestina, que deveria pertencer exclusivamente a seus históricos moradores árabes. A década de 30 marcaria a acentuação das diferenças de futuro propostas por cada nacionalismo e os antagonismos que definiriam a disputa pelo restante do século. Com o aumento das demonstrações antissemitas na Europa, a chegada de novos colonos às terras palestinas crescia exponencialmente, assim como a porcentagem de terrenos comprados por eles: a severa queda mundial nos preços das commodities agrícolas causada pela Grande Depressão de 1929 fez com que muitos agricultores árabes, para se salvar, vendessem suas propriedades.

Diferentemente do sionismo, que se desenvolveu em oposição à autodeterminação árabe, mas em “conciliação” com a autoridade colonial inglesa, os nacionalistas palestinos rechaçavam igualmente a dominação de ambos, tida como apenas duas formas diferentes de dominação europeia em seu território. Dessa forma, enquanto os imigrantes sionistas criaram instituições ao molde europeu de governança política e social, para conseguir seus objetivos diplomaticamente com a autoridade britânica, os palestinos se recusavam a adotar o modo dito “civilizado” de organização social. Estava claro que a missão da Grã-Bretanha na região era um beco sem saída: pelo Mandato, deveria capacitar a população local a se autogovernar, mas, ao mesmo tempo, permitia a existência de dois nacionalismos rivais.

“O fato de o nacionalismo palestino se desenvolver depois que o sionista e, na realidade, ser uma resposta à imigração sionista não significa dizer que é menos legítimo. Todos os nacionalismos surgem em oposição a algum nêmesis interno ou externo. Todos são definidos por aquilo a que se opõem.”

(tradução nossa)

Professor James L. Gelvin (disponível na obra de James Gelvin referenciada abaixo).

Em 1935, tropas britânicas mataram Izz ad-Din al-Qassam, líder militante religioso, social e político. Foi o fogo no barril de pólvora que salpicava na região desde a segunda metade da década de 20: começava a Grande Revolta Árabe de 1936, um conflito civil que poderia ser para a história palestina o que seria a Guerra de Independência para os israelitas em 1948. Durante três anos, os locais árabes se engajaram em diversas manifestações ao longo de toda Palestina contra a dominação britânica e a “invasão” judia: o propósito não poderia ser mais nacionalista. Para azar dos combatentes, a estratégia não deu certo, visto que as tropas inglesas reprimiram com violência considerável os protestos, com formas de punição como punições coletivas a vilas, assassinatos, prisões em massa, explosão de casas. O fato de que os israelitas usariam, no futuro, as mesmas táticas para controlar os futuros refugiados palestinos só contribuiu para um inerente ressentimento ao sionismo por parte dessas pessoas. O resultado final da guerra civil foi uma população local totalmente desestruturada, não só pelas ações dos judeus e dos britânicos, mas pela própria violência de segmentos dos grupos árabes que resultaram no êxodo de diversas famílias da elite árabe local, privando-os ainda mais de influência junto à elite britânica.

Homens palestinos durante a Grande Revolta Árabe de 1936.

A situação geral da Palestina durante a primeira metade da década de 40 permaneceria em relativa paz, muito pelo fato de que a Grã-Bretanha estava ocupada lutando na Segunda Guerra Mundial. Entretanto, após o término da Guerra, os ingleses perceberam o quão oneroso era administrar a área, sem haver nenhum retorno propriamente compensatório para a Coroa. Conclusivamente, resolveram submeter o futuro da região e, consequentemente, dos dois nacionalismos, para a recém-criada Organização das Nações Unidas (ONU) e retirar todas as tropas da região em 1948. A Assembleia Geral se reuniu e, em 1947, decidiu pela divisão da Palestina em duas regiões: uma de um Estado Judeu e a outra de um Estado árabe, com uma união econômica. Embora a comunidade sionista tenha aceitado o plano de divisão, tanto a comunidade palestina, quanto os Estados árabes vizinhos, recusaram qualquer opção que não fosse de um país árabe. Começava, assim, a guerra civil no mandato da Palestina, entre árabes e judeus para decidir quem ficaria com o controle de fato da Palestina. O conflito duraria até o dia 14 de Maio de 1948 quando, numa sala de hotel, David Ben-Gurion, líder da Yishuv proclamaria o que seria o maior desafio do nacionalismo palestino a partir de então: estava declarada a independência do Estado de Israel, sem estipulação de fronteiras. Apenas um dia depois, começava a Primeira Guerra Árabe-Israelense.

Proposta de divisão da Palestina em dois Estados feita pela ONU.

Al-nakba. Esta é a palavra árabe que passou a designar o conflito que ocorreu entre 1948 e 1949 (para saber mais, acesse o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=v8Us7s0g_uo). Seu significado em português é “a catástrofe”, que explica muito bem o resultado do embate: ao final, mais de 700 mil palestinos que anteriormente ocupavam territórios onde foi criado Israel encontravam-se agora presos fora das linhas de armistício assinadas. Esses refugiados concentravam-se na Faixa de Gaza, controlada pelo Egito, e na Cisjordânia, controlada pela Jordânia: alguns deixaram suas casas pelo medo da guerra e outros foram deliberadamente expulsos pelas forças sionistas. O nacionalismo palestino novamente sofreria um revés considerável já que a questão deixava de ser um conflito civil envolvendo duas comunidades e passava a ser uma disputa entre diferentes países, tanto é que passou a ser chamada conflito árabe-israelense e não apenas palestino-israelita. Nesse contexto, os árabes palestinos perderam cada vez mais voz e margem de ação, pois eram representados cada um pelo país árabe em posse do território em que estavam refugiados, eliminando as chances de um movimento nacional unificado e coeso. A catástrofe de 1948 se faz presente no imaginário da população global palestina até hoje, com uma memória coletiva de perda, sofrimento e exílio feita por Israel; ironicamente, a mesma visão que os sionistas tinham de sua terra quando começaram a voltar para ela.

“Uma guerra estava acontecendo… em 14 de Julho, ele foi expulso de sua casa com o resto de sua família. Ele nunca retornou à cidade que amava. Nunca esqueceu as cenas que ocorreram em Lod* em 1948, tampouco se esqueceu da ideia de resistência violenta.”

*cidade em que nasceu e palco de uma das maiores expulsões de palestinos na Guerra de 1948 ( 50 a 70 mil)

(tradução nossa)

Presente na biografia de um dos futuros líderes do movimento palestino e defensor do marxismo-leninista árabe, George Habash.

Em 1956, a vitória de Gamal Abdel Nasser, presidente egípcio, sobre Inglaterra, França e Israel, na Crise Internacional de Suez, paradoxalmente, representou uma perda ao movimento nacional palestino. O novo “campeão” do Terceiro Mundo, como Nasser viria a ser conhecido, desde sua alçada ao poder, em 1952, sonhava com um Império Pan-Árabe. Em outros termos, significava que era apenas através das mãos de Nasser que qualquer iniciativa que tivesse chances reais de mudar a geopolítica no Oriente Médio deveria ser tomada. O nacionalismo palestino, cada vez mais sem voz tutelado pelos países árabes, passaria a conviver com a visão do presidente egípcio enquanto protetor e pai de todos os povos árabes na região. Para pôr essa visão em prática, Nasser criava, dentro da Liga Árabe, em 1964, a Organização para Libertação da Palestina (OLP), que, em tese, servia para representar as aspirações do povo Palestino em sua jornada para alcançar “a liberação da Palestina por meio da luta armada”. Dentro dessa visão, a OLP nada mais era que uma instituição fantoche, controlada por amigos pessoais de Nasser, com o objetivo de evitar que o movimento nacional palestino fugisse de seu controle e alcançasse qualquer objetivo por conta própria, sem aumentar o prestígio de seu criador.

Em mais um movimento à primeira vista paradoxal, a humilhante derrota dos países árabes contra Israel na Segunda Guerra Árabe-Israelense (1967), em apenas seis dias, mostrou-se positiva para as aspirações palestinas. No início daquele ano, o líder da OLP encarregado por Nasser, Ahmad Shukairy, foi substituído por Yasser Arafat, um carismático militante da luta palestina e líder da organização FATAH, uma das mais numerosas e influentes entre as diversas existentes dentro da OLP. Arafat , tal como Nasser, era um defensor da luta anti-imperialista, do nacionalismo em bases seculares e via em Israel uma fonte no Oriente Médio de poder colonial, como herdeiro do domínio da Inglaterra. Entretanto, após a Guerra dos Seis Dias, Israel havia aumentado seu território em seiscentas vezes, não só anexando a Península do Sinai e as Colinas de Golã, mas também absorvendo o enorme contingente populacional palestino que vivia na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Dessa forma, tinha amplos trunfos de negociação em quaisquer que fossem as reivindicações árabes em alguma suposta conversa entre as partes.

Yasser Arafat, o principal nome do nacionalismo palestino em toda sua história.

Com o final da Guerra de 1967 e o início da década de 70, Arafat iria reordenar toda a visão da OLP em sua luta contra Israel em prol da independência de toda a Palestina. Estava claro para ele e seus seguidores na organização que Síria, Jordânia e Egito estavam muito mais preocupados em reaver seus territórios em posse dos judeus que defender veementemente seus tutelados palestinos. Dessa forma, estava mais do que na hora de os árabes palestinos, em sua tão sofrida jornada, pararem de confiar aos Estados árabes o direito de falarem por eles: o fim de Israel, a liberação de toda área histórica da Palestina e a criação de um Estado deveriam vir da liderança e das mãos dos próprios habitantes palestinos.

“Os israelitas estão enganados se acham que nós não temos alternativas às negociações. Por Alá, eu juro que estão errados. O povo palestino está preparado para o sacrifício até que o último garoto ou a última menina levante a bandeira da Palestina por cima dos muros, das igrejas e das mesquitas de Jerusalém.”

(tradução nossa)

Yasser Arafat, ex-presidente da Organização para Libertação da Palestina (disponível na obra Jerusalem Betrayed, de Mike Evans (1997).

Começava assim, um novo capítulo e uma nova orientação na busca pela tão sonhada autodeterminação palestina. A luta diplomática da OLP se misturaria com diversos ataques terroristas a alvos israelenses para sempre chamar atenção da comunidade internacional para a questão da Palestina, impedindo-os de a esquecer ou colocar em segundo plano. O ponto alto desses ataques foi em 1972 quando membros da facção Setembro Negro, que fazia parte da OLP, assassinaram atletas israelenses durante os Jogos Olímpicos de Munique. A pressão daria certo: em 1974, a Assembleia Geral das Nações Unidas passou a reconhecer a organização liderada por Arafat como “a única representante legítima do povo palestino”. A partir da década de 70, a história do nacionalismo palestino começaria a se misturar com a própria história da OLP e do homem responsável por ela, Yasser Arafat, que continuaria seu líder até falecer, em 2004.

FONTE DAS IMAGENS (ordem de aparição):

Jovem palestino protesta contra ação israelense na Faixa de Gaza com a bandeira da Palestina em uma mão e um estilingue na outra, antes de ser morto por soldados israelenses: https://www.aljazeera.com/news/2018/10/24/iconic-image-of-palestinian-protester-in-gaza-goes-viral/

Divisão do Oriente Médio após a Primeira Guerra Mundial: https://image.slidesharecdn.com/7mapsthatexplainthemiddleeast-160225142358/95/7-maps-that-explain-the-middle-east-28-638.jpg?cb=1456410516

A polêmica Declaração Balfour, incluída no documento oficial do Mandato da Palestina: https://aijac.org.au/op-ed/the-real-legacy-of-the-controversial-balfour-dec/

Homens palestinos durante a Grande Revolta Árabe de 1936: https://www.paljourneys.org/en/story/14203/legend-mountains

Proposta de divisão da Palestina em dois Estados feita pela ONU: https://unispal.un.org/UNISPAL.NSF/0/164333B501CA09E785256CC5005470C3

Yasser Arafat, o principal nome do nacionalismo palestino em toda sua história: http://america.aljazeera.com/articles/2013/11/6/who-was-yasser-arafat.html

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

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______. The Israel-Palestine Conflict: One Hundred Years of War. 3. ed. Cambridge: Cambridge University Press, 2014.

KEYLOR, William R. The Twentieth-Century World and Beyond: An International History since 1900. 6. ed. Oxford: Oxford University Press, 2011.

HALLIDAY, Fred. The Middle East in International Relations: Power, Politics and Ideology. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.

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SMITH, Charles. The Arab-Israeli Conflict. FAWCETT, Louise (Ed.). International Relations of the Middle East. 4. ed. Oxford: Oxford University Press, 2016.

TESSLER, Mark. The Israeli-Palestinian Conflict. LUST, Ellen (Ed.). The Middle East. 14. ed. SAGE Publishing, 2017.

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Somos um Grupo de Estudos em Oriente Médio, idealizado por alunas do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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